sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Artigo DINA SFAT


Falar de Dina Sfat é relembrar ótimos momentos do passado,  e isso em vários aspectos. A atriz  que faria hoje 60 anos esteve atuante nos movimentos sociais daquele período expondo sua posição política e pessoal sobre as mazelas da ditadura militar  e a imposição sobre a produção cultural no país em especial o teatro e o cinema. Da geração de grandes atrizes  do teatro, do cinema  e da  televisão Dina  Kutner de Souza ou Dina Sfat, tornou-se ícone, sua trajetória teve maior êxito no teatro pois juntamente com outros grandes atores de seu tempo contribuiu para a  consolidação das artes cênicas no Brasil. O palco sempre foi sua casa , mas foi a televisão que a imortalizou com personagens marcantes e inesquecíveis e não poderia ser diferente já que a televisão  e principalmente as telenovelas são produtos e massificação no país. Dina Sfat  além de  atriz, militava  por causas relevantes no âmbito da política e das questões sociais em pleno período de censura e opressão da ditadura militar.
Raras atrizes da atual geração  podem se comparar a  Dina. A atriz possuía uma personalidade e um jeito marcante de interpretar, dona de uma presença física profundamente sedutora e de uma aguda inteligência ela  se entregava de forma completa aos desafios que lhe eram propostos nas artes cênicas.
No cinema  foram vários trabalhos realizados., porém  o filme que  lhe deu maior projeção foi ‘Macunaíma´ protagonizado por Paulo José  seu companheiro do palco e da vida.
Dina é considerada uma das mais dinâmicas  atrizes da história do teatro no Brasil, selecionando prêmios e interpretando personagens inesquecíveis. Foram inúmeros trabalhos no teatro como: Mandrágora de  Maquiavel em 1975, O Santo Inquérito em 1976 e o espetáculo que foi um grande marco de sua carreira nos palcos: Hedda Gabler do escritor Henrik Ibsen e de produção da própria atriz. A peça obteve adesão de grande público sendo levada para vários estados do país.


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