Falar de Dina Sfat é relembrar ótimos
momentos do passado, e isso em vários
aspectos. A atriz que faria hoje 60 anos
esteve atuante nos movimentos sociais daquele período expondo sua posição
política e pessoal sobre as mazelas da ditadura militar e a imposição sobre a produção cultural no
país em especial o teatro e o cinema. Da geração de grandes atrizes do teatro, do cinema e da
televisão Dina Kutner de Souza ou
Dina Sfat, tornou-se ícone, sua trajetória teve maior êxito no teatro pois
juntamente com outros grandes atores de seu tempo contribuiu para a consolidação das artes cênicas no Brasil. O
palco sempre foi sua casa , mas foi a televisão que a imortalizou com
personagens marcantes e inesquecíveis e não poderia ser diferente já que a
televisão e principalmente as
telenovelas são produtos e massificação no país. Dina Sfat além de
atriz, militava por causas
relevantes no âmbito da política e das questões sociais em pleno período de
censura e opressão da ditadura militar.
Raras atrizes da atual geração podem se comparar a Dina. A atriz possuía uma personalidade e um
jeito marcante de interpretar, dona de uma presença física profundamente
sedutora e de uma aguda inteligência ela
se entregava de forma completa aos desafios que lhe eram propostos nas
artes cênicas.
No cinema
foram vários trabalhos realizados., porém o filme que
lhe deu maior projeção foi ‘Macunaíma´ protagonizado por Paulo José seu companheiro do palco e da vida.
Dina é considerada uma das mais
dinâmicas atrizes da história do teatro
no Brasil, selecionando prêmios e interpretando personagens inesquecíveis.
Foram inúmeros trabalhos no teatro como: Mandrágora de Maquiavel em 1975, O Santo Inquérito em 1976
e o espetáculo que foi um grande marco de sua carreira nos palcos: Hedda Gabler
do escritor Henrik Ibsen e de produção da própria atriz. A peça obteve adesão
de grande público sendo levada para vários estados do país.

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